terça-feira, 1 de junho de 2010

#Ciberartis: Douglas Davis e a Arte Eletrônica II


(Douglas Davis, Charlotte Mormoon e Nam June Paik)

O trabalho de Davis com interações entre as plataformas eletrônicas e elétricas com a realidade desenvolveu-se de forma equiparada ao surgimento das novas tecnologias, as quais Davis era sempre um dos primeiros a conhecer, e é claro, criar algo. Com o surgimento da internet e a sua expansão veloz pelo mundo, Davis inicia a criação de suas obras de arte dentro da web. As possibilidades de criar interações "de dentro para fora" cresceram enormemente com o crescimento de usuários da web.


(The World's First Collaborative Sentence, 1994)

O primeiro trabalho que trataremos aqui, que representa justamente o sentimento avantgarde de Davis diante da internet, é conhecido como uma das primeiras obras de arte feitas na internet, chamada "The World's First Collaborative Sentence". Em 1994, diante da explosão da World Wide Web, Davis, apoiado pela Galeria de Arte Lehman, parte da Universidade da Cidade de Nova York, cria uma obra que pretende destruir definitivamente o mito de que os meios eletrônicos são massificados. O trabalho era criar a primeira frase colaborativa do mundo, criando uma página na web e deixando que qualquer pessoa pudesse adicionar novas palavras à frase iniciada por Davis. Há apenas uma restrição: não é permitido colocar um ponto no fim da sua sentença, de forma que a frase apenas aumenta. Até hoje, mais de 200 mil frases já foram adicionadas, criando uma enorme página de palavras escritas por pessoas do mundo inteiro. Em suas próprias palavras, Davis diz em sua página de abertura de "The World's First Collaborative Sentence":

"The temporary author-artist of these lines and this work is Douglas Davis. In face he (cf. me) is facing you at this moment, from a moment in 1973 when he, that is, me, tried to focus the lens of his video camera directly on you, the viewer on the other side of the then-imperial TV screen. Well, we have broken that screen down many times then--"we" being the early video artists determined to destruct the big lie that TV was a "mass" one-way medium, you, impatient viewer who lusted for something better, and the inexorable roll of technological innovation, moving us finally into the digital era and THIS MEDIUM, the InterNet/Web, where you take over from me...."

"O autor-escritor temporário dessas linhas e desse trabalho é Douglas Davis. De fato ele, ou no caso eu, estou olhando você nesse momento, de um momento em 1973 em que ele, que no caso sou eu, tentou focar as lentes da sua câmera de vídeo diretamente em você, o espectador do outro lado, sentado na então imperial tela de TV. Bem, nós já quebramos essa tela por muitas vezes - "nós", sendo os primeiros video-artistas determinados a destrutir a grande mentira de que a TV era uma mídia massificada unidirecional, você, espectador impaciente que deseja algo melhor, e o inexorável surgimento de inovações tecnológicas, nos levando finalmente para a era digital e para ESSE MEIO, a Internet/Web, na qual você torna-se o responsável ao invés de mim..."


Após os seus mais de 15 anos de existência, hoje em dia todo o tipo de códigos, caricaturas, links e imagens foram inseridos na página, na tentativa de desviar-se da regra do ponto, o que torna o trabalho imageticamente diferentemente de quando iniciou-se, em 1994. O conceito, no entanto, de um espaço onde qualquer pessoa pode escrever o que bem lhe interesse, permanece intacto. Em 1995, o trabalho foi doado ao Museu de Arte Americana Whitney, onde permanece ativo e é modificado diariamente.

Clique aqui para entrar no site de The World's First Collaborative Sentence

Outros trabalhos em internet feitos por Davis ficaram conhecidos, como o Metabody ou The World's First Collaborative Visions of the Beautiful (1997), onde pessoas do mundo inteiro compartilham imagens do corpo humano, sejam pinturas, fotografias, desenhos, todo tipo de imagem. Milhares de imagens constam no arquivo do website, desde os mais explícitos aos mais artísticos. Há um texto de abertura que trata da questão do corpo no mundo atual, que pode ser visto aqui. E a sequência de experimentações entre 1997 e 2000 que deram origem à "Terrible Beauty", um complexo trabalho feito por Davis, que seria talvez a primeira experiência de um jogo virtual. A princípio, podemos dizer que Terrible Beauty é uma peça de teatro, pois consiste em um roteiro inicial, criado pelo próprio Douglas Davis, em parceria com Christine Walker e a platéia presente na primeira audição de Terrible Beauty. A platéia dá seguimento à história durante a própria duração da performance, que une web-casting, video e teatro, a partir de platéias conectadas em tempo real em diferentes cidades. As apresentações aconteceram no "Information Technology Center of New York", "Artspace" em Dublin - Irlanda, "The Lab" em San Francisco, e o "Transmediale" de Berlim. A idéia final de Davis era realizar uma performance em que as duas platéias assistissem-se frente a frente, simultaneamente. Davis, que prefere chamar sua obra de "jogo" ao invés de peça ou apresentação, explica como funcionaria essa performance:



Entre no site de Terrible Beauty!

Douglas Davis ensinou estudos de Mídia Avançada em mais de 25 universidades e Faculdades de Arte e serviu como consultor nesse campo para diversas corporações e instituições. Atualmente, Davis tem 5 livros publicados, Art and the Future(1973), ArtCulture: Essays on the Post-Modern (1977),The Museum Transformed (1991), The Five Myths of TV Power (or, Why the Medium is Not the Message), 1993. Davis já ganhous prêmios por seu trabalho na Fundação Rockefeller. Em 1966, Davis fundou em 1966, junto a outros artistas o "ThunderGulch", um grupo de arte digital colaborativo que discute as questões de direitos autorais para artistas digitais.

Davis não mantém atividades virtuais desde 2006, e sabe-se apenas que Davis reside em Nova York com suas três filhas.

Acesse o blog de Douglas Davis

Davis criou o primeiro blog do blogspot. Acesse aqui para conferir!

links relacionados:

http://artport.whitney.org/collection/index.shtml
http://netart2web.wordpress.com/2009/04/28/douglas-davis-worlds-first-collaborative-sentence/
http://web.archive.org/web/19991002222920/http://here.is/TERRIBLEBEAUTY
http://www.afsnitp.dk/udefra/1/dd/museum.html
http://artport.whitney.org/collection/davis/
http://netart2web.wordpress.com/2009/04/28/douglas-davis-worlds-first-collaborative-sentence/
http://www.medienkunstnetz.de/works/seven-thoughts/
http://en.wikipedia.org/wiki/Douglas_Davis_%28artist%29
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_eletr%C3%B4nica
http://1904.cc/timeline/tiki-index.php?page=Douglas+Davis

Prêmio Sérgio Mota

O Prêmio Sérgio Mota é também uma homenagem ao ex-ministro brasileiro, que sempre enxergou a importância e a pluralidade das novas tecnologias e incentivou a cultura. Realizado desde 2000 e atualmente bienal, o prêmio é responsável por apontar e reconhecer o que tem sido feito no país com relação à criação artística em mídias eletrônicas e digitais; e uma tentativa de divulgar isso para um pública cada vez maior e mais interessado.



Sérgio Mota

Quando o engenheiro industrial por formação assume o Ministério das Comunicações em 1995, a área das telecomunicações sofria de grande atraso tecnológico e baixo investimento. Com isso, o País corria o risco de ficar de fora da evolução de um dos setores mais importantes do mundo contemporâneo. No entanto, em três anos, Sérgio pensou e pôs em prática uma revolução na área, elevando em muito o acesso da população a esses serviços, bem como trazendo para o Brasil um enorme volume de investimento em telecomunicações.

Instituto Sérgio Mota (ISM)

Fundado um ano após a sua morte e independente do Estado, o Instituto é um centro de projetos e debates com o intuito de atuação na sociedade civil, expressando o uso criativo das tecnologias e na difusão de inovações. Para isso – e o que é o diferencial do instituto – unem o uso das novas tecnologias das telecomunicações com o setor cultural e social, permitindo que essas tecnologias auxiliem o desenvolvimento da sociedade como um todo.

Prêmio Sérgio Mota

“Criado em 2000, é uma ação de fomento da criação artística brasileira em mídias eletrônicas e digitais. No Brasil e internacionalmente tem estabelecido parcerias com instituições como Museu Reina Sofia (Espanha) e o ZKM (Alemanha). O ISM também usa recursos da Internet, como o Blog, o canal de vídeos YouTube e o canal de imagens Flickr. Nesses canais on-line, são realizadas exposições virtuais, possibilitando que os trabalhos artísticos em mídias digitais alcance diferentes públicos.”


ISM

http://www.ism.org.br/ism/

Flickr: http://www.flickr.com/photos/psmotta

Youtube: http://www.youtube.com/premiosergiomotta?gl=BR&hl=pt

quarta-feira, 26 de maio de 2010

#Sustenido: La Musique Concrète



Apesar da recente moda da música eletrônica - trance, house, electro, techno, progressiva, entre várias outras - a maioria dos baladeiros de plantão nunca ouviu falar sobre a música concreta (do francês "musique concrète"), um dos alicerces do movimento musical eletrônico.

Para apresentá-la, antes precisamos conhecer o seu criador: Pierre Schaffer. Nascido em agosto de 1910 na cidade de Nancy, França, iniciou sua carreira como engenheiro eletrotécnico, se tornando locutor de uma rádio parisiense no ano de 1936. Na Radiodiffusion Télévision Française, Shaffer encontrou o apoio que precisava para começar a desenvolver o que viria a ser tornar a música concreta.

Suas primeiras composições se baseavam na manipulação sonora por meio da variação da velocidade ou do sentido da leitura das gravações, sem musicalidade expressiva. O que mudaria após o seu encontro com Pierre Henry, compositor também francês; parceria que geraria a peça "Symphonie pour un homme seul", talvez o marco mais importante da música concreta.

Mas enfim, o que é a música concreta? Trata-se, basicamente, de uma técnica experimental de composição, evitando instrumentos tradicionais e os substituindo pelo som de objetos variados. O primeiro traço de seu surgimento se deu no Club d'Essai, fundado por Schaffer em 1951, mesmo ano do início de sua parceria com Henry. Lá, o músico teve a idéia do gênero: gravar "ruidos" para compor peças musicais. Apesar de seu quase anonimato, ela é fonte de inspiração para diversos ritmos musicais, "do rock progressivo à atual música eletrônica dos Dj's", segundo Arthur Nestrosvki, professor da PUC de São Paulo, em entrevista à Mundo Estranho.

A relativa simplicidade da música concreta e seu alcance são convites à sua criação. Dessa forma, o estilo se torna acessível, mesmo para quem não tem o instrumento. Basta a captação de som e a criatividade, já que tudo que você precisa está ao seu redor. Uma música de todos os sons.

No Brasil o artista que sustenta a bandeira da musique concrète é Hermeto Paschoal, fazendo-a bem aparente no seu álbum "Sereiarei", através dos vocais de porcos, perus, galinhas, patos, coelhos, criando uma música concreta com sotaque rural.

"Etude aux chemins de fer"



Musique Concrète

segunda-feira, 24 de maio de 2010

#Ciberartis: Douglas Davis e a Arte Eletrônica I



A Arte Eletrônica consiste na utilização de meios eletrônicos para produzir obras interativas. Atualmente, o que denominamos Ciberarte, a arte que utiliza da informática e dos meios de comunicação para criação de obras interativas, é uma das principais formas de arte eletrônica. Foi nos anos 70, no entanto, que começaram a surgir as primeiras obras de arte em rede eletrônica. O americano Douglas Davis, que aparece na foto acima em uma de suas experimentações chamada 'Last 9 Minutes' de 1977, é um dos pioneiros na criação de arte em rede eletrônica, junto a Nam June Paik, Joseph Beuys e outros colaboradores de diversas partes do mundo. Sua primeira 'performance' aconteceu nos anos de 1971 e 1972, chamadas Electronic Hokkadim e posteriormente "Talk Out!", que consistiam em experiências interativas em tempo real de ligações de telefone na televisão, como os tele-tons modernos. Em 1971 oficialmente foi ao ar Electronic Hokkadim, produzido pela Corcoran Gallery, a emissora americana CBS e a afiliada WTOP-TV. O programa consistia em meia hora de entrevistas ao vivo com video-artistas, Eric Siegel, Bruce Nauman e Nam June Paik. Davis tinha a intenção de fazer uma série de ligações ao vivo, sendo um pioneiro na experiência de ouvir-se em tempo real pela televisão. Em 1972 Talk Out! vai ao ar, dessa vez transmitindo três horas de ligações interativas, com iniciativa do Everson Museum e da emissora WCNY-PBS.

Algumas outras experimentações de Davis ficaram famosas, como a sua performance de 1976, "Seven Thoughts", onde faz a primeira transmissão direta de satélite ao vivo para um canal de televisão. A performance aconteceu no Houston Astrodome (Astródomo, estádio para observação de estrelas). Abaixo seguem trechos de texto do próprio Davis Douglas, traduzidos do site Medienkunstnetz. Davis fala durante 30 minutos seus 'sete pensamentos' ('Seven Thoughts'), em frente a vários microfones, no telhado do enorme ginásio, sendo captado diretamente ao vivo pelo satélite.

"I was obsessed with using satellites.(...)I wanted to use it to broadcast very avantgarde, conceptual video that no one expected or desired. At that time, no artist had gotten his or her hands on any satellite.(..)When it was sure that the whole piece would take place in Houston, I thought of the Astrodome. At
that time, this was the largest roof stadium in the world. The link between the satellite and the dome was most important to me."


"Eu era obcecado por usar satélites. Eu queria usá-los para transmitir ao vivo um vídeo avant-garde, conceitual que ninguém esperaria ou desejaria. Naquela época, nenhum artista tinha posto as mães em um satélite. Quando ficou certo de que a performance seria em Houston, pensei no Astródomo. Naquela época, era o maior estádio coberto do gênero no mundo. A ligação entre o satélite e o telhado circular era o mais importante para mim."

Clique aqui para ler o texto na íntegra:

A outra exibição é o 9 Last Minutes, citada no início da matéria. Davis realizou uma experimentação artística feita em televisão ao vivo interativa com o espaço externo, exibida como primeira transmissão internacional via satélite do canal alemão Kassel, como parte do Documenta VI, em 24 de Junho de 1977. A performance de Davis é precedida por duas apresentações de 10 minutos cada, de Nam June Paik e Joseph Beuys. A performance de Davis leva o nome pelo fato do programa ter 29 minutos de duração, e a sua parte ter apenas 9 minutos, traduzindo assim "The 9 Last Minutes" para "Os Últimos 9 Minutos".

The Last Nine Minutes:


links relacionados:

http://netart2web.wordpress.com/2009/04/28/douglas-davis-worlds-first-collaborative-sentence/
http://www.medienkunstnetz.de/works/seven-thoughts/
http://en.wikipedia.org/wiki/Douglas_Davis_%28artist%29
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_eletr%C3%B4nica
http://1904.cc/timeline/tiki-index.php?page=Douglas+Davis

sábado, 15 de maio de 2010

#Ciberartis: Fractal Art



Antes de falar sobre Fractal Art de fato, vamos dar uma definição mais precisa e matemática do que é um fractal. O termo (oriundo do latim fractus - quebrado, ou frangere - quebrar) dado pelo matemático polonês Benoît Mandelbrot em 1975 designa formas geométricas que podem ser divididas em infinitas partes iguais à original, independente de escalas. Partindo de uma função matemática descoberta em 1872, que resulta num gráfico contínuo e não-diferenciável (ou seja, infinitas partes iguais), é possível ampliar a imagem fractal infinitamente e essa continuará mostrando a mesma ordem geométrica. Os fractais quebraram com a geometria euclidiana, que durante séculos foi considerada a que melhor expressava as formas do mundo como conhecemos. Como uma das formas geométricas não-Euclidianas, os fractais representam de forma mais precisa as formas da natureza, como árvores, montanhas ou um brócolis, como esse que vemos abaixo:



Geralmente, os fractais são processados em computador, devido aos cálculos matemáticos complexos. Existem quatro formas conhecidas de arte fractal, baseadas no tipo da função matemática envolvida para calcular o fractal. Os quatro tipos de fractal são largamente utilizados na animação digital. A partir de detalhes bidimensionais, é possível construir muita coisa a partir dos fractais, como simulação de formas da natureza e confecção de paisagens. Confira abaixo as quatro categorias de fractal utilizadas atualmente na Fractal Art:

A primeira delas marca o ponto inicial da Fractal Art, quando o matemático polonês Benoît Mandelbrot, utilizando-se da computação gráfica, descobriu um dos fractais mais conhecidos, no qual a função matemática aplica-se infinitamente de qualquer ponto do fractal, o conjunto de Mandelbrot. São também conhecidos como fractais de fuga do tempo:


(Conjunto de Mandelbrot)

A segunda é facilmente explicável pelo floco de neve de Koch, criada pelo matemático Helge von Koch em 1904. Basicamente, são triângulos adicionados infinitamente ao perímetro de um triângulo inicial, de forma que quanto mais triângulos são adicionados, o perímetro expande e se aproxima do infinito, criando o efeito do fractal.


(Floco de Neve de Koch)

Há os sistemas fractais interativos, que consistem em repetições de uma mesma figura em escala. O exemplo abaixo é o triângulo de Sierpinski, criado por Waclaw Sierpinski, matemático polonês:


(Triângulo de Sierpinski)

E finalmente, os fractais construídos a partir de processos aleatórios, ao invés de uma função determinada. Um dos seus exemplos é o denominado vôo de Lévy:


(Vôo de Lévy)

Confira Fractal Art no Deviantart!

Vídeo de 'Zoom Fractal', a partir do Conjunto de Mandelbrot:



links relacionados:

http://lucianacostadesign.files.wordpress.com/2008/11/fractal-jan19_1.jpg
http://www.rupert.id.au/fractals/images/Fractal_Broccoli.jpg
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_fractal
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fractal
http://classes.yale.edu/fractals/randfrac/Levy/Levy.html
http://www.deviantart.com/#catpath=digitalart/fractals&order=24
http://fractuspictures.blogspot.com/
http://www.orbispictus.com.br/?Arte:Arte_fractal
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tri%C3%A2ngulo_de_Sierpinski

terça-feira, 4 de maio de 2010

#Sustenido: Música na palma da mão



É indiscutível o avanço tecnológico alcançado pelos produtos de Steve Jobs e sua Apple. Milhões de aplicativos garantem a interativadade dos iPods, iPhones, iPads e Macs. De receitas à guias turísticos, os "apps", como são conhecidos, trazem mais praticidade e organização ao cotidiano, além de um leque imenso de entretenimento.

Como não poderiam faltar, os apps musicais representam uma grande parte dos downloads. Totalmente inovadores, modificam a relação dos usuários com a música. Os que antes eram apenas ouvintes, agora têm a possibilidade de criar suas próprias músicas, contando com diversos programas de produção e edição musical. Existem também aplicativos de prática musical, como o iPhone/Ipod Touch Guitar - com o qual o aparelho reproduz uma guitarra - ou o Relative Pitch, para treinar os ouvidos a reconhecer os intervalos musicais.

Alguns outros aplicativos musicais, para os apreciadores:

Ocarina:



Noise.io:



iSyn:

#Ciberartis: Infografia


Infográficos são quadros informativos que combinam fotografia, texto e ilustração para transmitir uma informação visualmente. Os gráficos são utilizados para dar mais dinamismo ás informações, como em mapas, no jornalismo e em manuais técnicos, educativos ou científicos. Em vez de simplesmente transmitir as informações os infográficos mostram a notícia como ela é, pois somente através de fotos ou textos ás vezes não é possível ver a noticia detalhadamente, por isso dão ênfase a detalhes mais relevantes e um forte apelo visual.

Acredita-se que os infográficos tenham suas raízes ainda na idade da pedra, quando os homens transmitiam, por meio de pinturas rupestres, informações sobre o seu cotidiano e cultura. Com o desenvolvimento tecnológico, através de novos programas de interface gráfica para a criação de sites, a infografia se tornou, definitivamente, uma maneira eficiente e dinâmica de tratar a informação.

Os infográficos são grande atrativo para a leitura das matérias, facilitam a compreensão do texto e oferecem uma noção mais rápida e clara dos sujeitos, do tempo e do espaço da notícia.